Guapira opposita: ESPÉCIE NATIVA DE AMPLA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA COM POTENCIAL DE USO PARA CIDADES SUSTENTÁVEIS

  • Autor
  • Jhonatan Eduardo Aleixo
  • Co-autores
  • Mariana Scariot Stragliotto , Maria Eduarda Lourenço Kuiava , Pietra Bivanco , Maria Julia Carvalho Gonçalves Dias , Juliano Pereira Gomes
  • Resumo
  • A arborização urbana desempenha papel fundamental na melhoria da qualidade ambiental das cidades, contribuindo para o microclima urbano e servindo como abrigo e fonte de alimento para a fauna. Entre as espécies com potencial para uso para a arborização, destaca-se Guapira opposita (Nyctaginaceae), por apresentar ampla distribuição geográfica no Brasil, ocorrendo em aproximadamente 19 estados e em diferentes domínios fitogeográficos. Assim, objetivou-se indicar o uso de G. opposita, na arborização urbana, considerando suas características ecológicas, morfológicas e as suas interações com a fauna. A pesquisa foi iniciada com os dados obtidos pelo levantamento florístico realizado no Parque Municipal do Morro da Glória, remanescente de Floresta Ombrófila Densa, Laguna, Santa Catarina, onde G. opposita ocorre naturalmente. Além disso, foi realizada revisão bibliográfica, utilizando literatura científica, a partir de seis artigos publicados em periódicos com Qualis entre A4 e B4, e quatro dissertações. A espécie possui elevada plasticidade ecológica, desenvolvendo-se tanto em ambientes abertos de restinga quanto em áreas sombreadas de florestas densas, com variações estruturais nas folhas e na arquitetura da copa. Trata-se de árvore perenifólia de 3 a 6 metros quando cultivada, ou até 20 metros na mata, seu fruto carnoso, drupáceo e de cor negra, possui alto teor de proteínas (28%), sendo importante recurso para a fauna. Apresenta frequente associação com insetos galhadores, considerada hospedeira de diferentes morfotipos de galhas, evidenciando complexas interações ecológicas. A partir da revisão, observou-se que G. opposita possui características favoráveis para utilização em projetos de arborização urbana, destacando sua plasticidade em colonizar diferentes habitats, interagindo com diversos grupos de organismos e contribuindo para a manutenção da biodiversidade. O uso de plantas nativas contribui para estratégias de sustentabilidade urbana, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis) e o ODS 15 (Vida terrestre).

  • Palavras-chave
  • Biodiversidade, Objetivos Desenvolvimento Sustentável, Ecologia, Nytaginaceae, Arborização urbana.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel